tumblr oficial da Igreja Delariantista do 23º Dia

As Sagradas Escrituras

A Igreja nas Redes Sociais:
Facebook
Twitter
Orkut

Música Sacra
rádio slackroned
Rádio K-óti-K

Imagens Sagradas!
absurDesire
beauty intoxication
Delicate Obsession
Deusas Inebriantes!
onanatomia
tender addiction
Olimpo

Envie fnord

absurdOnline
Le Blog Absurdo
Le Fórum Absurd
Delírio News
freakroned
Pop Clipping
tudismocroned

croned tags
SLACK
Igreja de Nietzsche dos Últimos Dias
sermão do vale delariantiano
imagens sagradas
slackronedshrine
slackronedtv
slackronedmusic
slackronedmovies
dionisismo
jammingcroned
cutecroned
mashup






Directory

• Text Post

“Em seu primeiro livro, O Nascimento da Tragédia, Nietzsche faz uma exaltação à cultura pré-socrática. Segundo ele, depois de sócrates a humanidade entrou em um ciclo de decadência cultural que perdura até os dias de hoje. A argumentação do bigodudo era mais ou menos assim.

Durante as celebrações rituais das tragédias, os gregos cultuavam dois deuses opostos e complementares. Apolo, o deus das formas ideais, da ordem e do mundo perfeitos dos sonhos e Dioniso, o deus da fertilidade, da orgia e da sensualidade. Em um resumo grosseiro, Apolo seria o deus das expressões mentais enquanto Dioniso se encarregaria das expressões corporais. A tragédia grega unia estas duas figuras opostas, fazendo daquela cultura a mais perfeita da história da civilização. Dionisíaca e apolínia, a civilização mais bem resolvida consigo mesma, por assim dizer.

Com a filosofia de Sócrates esse par perfeito se desfez e o apolínio passou a sobrepujar o dionisíaco. E o cristianismo ainda calhou de cimentar ainda mais essa visão de mundo ao decretar que o pecado estava na carne. Durante a idade média esse pensamento gerou muitas atrocidades. Com o renascimento a humanidade teve sua chance de ouro para resgatar a glória dos velhos tempos, no entanto a nascente burguesia, na hora de resgatar o período classico grego, focou-se na filosofia socrática e Dioniso continuou escanteado.

Com a ascenção da burguesia e o surgimento do conceito de alta cultura, Apolo passou definitivamente a dar as cartas no mundo da arte. Mas o povão, esta imensa massa de seres rudes e incultos, manteve em suas festas e carnavais a chama dionisíaca acesa.

(…)

o preconceito que nossas elites culturais paraenses alimentam contra o tecnomelody, será que não tem um pouquinho a ver com o desprezo pelo corpo e pela sensualidade que o excesso apolínio impôs a sua cultura? Será que as manifestações culturais populares, que mais do que em qualquer outro país do mundo, estão arrombando as portas da cultura de massas, não farão do Brasil o palco de uma nova renascença? Será? Hein? Que tal?”

O dia em que Nietzsche foi no Super Pop